A transformação digital da Supply Chain não é (apenas) uma transformação tecnológica

O desenvolvimento das novas tecnologias digitais oferece inúmeras perspectivas, para otimizar a Supply Chain, gerenciar uma complexidade maior, ou oferecer mais serviços para seus clientes. Mas frente a multiplicação das tecnologias, é difícil de separar real inovação e “buzz words” (IoT, IA, Machine Learning), e ainda mais de priorizar a implementação das diferentes tecnologias. 

As tecnologias e as relações entre os atores da cadeia de abastecimento evoluem cada vez mais rapidamente. Preparar a transformação digital da Supply Chain é um trabalho mais amplo que a escolha de novas tecnologias. Se trata de preparar sua organização de Supply Chain a evoluir, a ser mais flexível, e a se repensar de forma mais estruturada, graças ao digital. 

Uma Supply Chain Digital se adapta ao uso dos atores da cadeia

Antes de iniciar uma reflexão sobre escolhas de tecnologia, é essencial estabelecer um quadro à transformação digital.
E definir o que é um Supply Chain digital. Quero destacar dois elementos principais: 

  • Uma Supply Chain que utiliza o digital para simplificar e melhorar a experiência dos seus usuários (clientes, fornecedores, equipes de logística, parceiros, etc.) 
  • Uma Supply Chain que utiliza o digital para entender melhor como seus usuários interagem com ela, e entre eles, e que seja flexível o suficiente para se adaptar as evoluções percebidas

O plano de transformação digital não deve definir as tecnologias ou os processos que devem ser implementados, mas estabelecer um quadro a esta transformação: como entender melhor as expectativas dos usuários; qual governança e qual tecnologias permitirão o desenvolvimento das inovações? Qual flexibilidade os investimentos feitos permitem?

De um ponto de vista de sistemas, é necessário nessa etapa pensar sobre a arquitetura de dados, mais que sobre as tecnologias que serão usadas ao longo da transformação: quais dados deverão ser recuperados, quem terá acesso aos dados, de qual forma? 

O digital deve permitir às empresas de entender melhor a diferença entre os caminhos oferecidos aos seus usuários e as suas expectativas, como o fazem por exemplo Spotify, ou Netflix. O plano de transformação deve preparar a Supply Chain a ser mais reativa, a estruturar mais rapidamente os caminhos realmente utilizados.

Make or Buy?

Uma vez estabelecida o quadro da transformação, como realizar a implementação de novas tecnologias? Duas opções existem: o desenvolvimento próprio de uma nova solução (make) ou o desenvolvimento em parceria com uma empresa terceira (buy). 

A solução tecnológica deve oferecer um novo serviço aos usuários (que seja para resolver um problema existente, ou atender a uma expectativa). É pelo olhar do cliente que precisamos responder à essa pergunta: 

A solução tecnológica deve oferecer um novo serviço aos usuários (que seja para resolver um problema existente, ou atender a uma expectativa). É pelo olhar do cliente que precisamos responder à essa pergunta: 

  • Se o serviço é considerado como diferencial competitivo pelo cliente, é interessante optar pelo desenvolvimento interno. Ter o domínio completo do serviço, e a reatividade necessária de desenvolvimento, permite de estar sempre perto da evolução do mercado e da expectativa dos clientes.
  • Se o serviço não é visto como um diferencial pelo cliente, será mais simples utilizar um parceiro atual para desenvolver uma nova solução, o que também facilitará sua integração com outros sistemas já existentes. O parceiro garantirá também um certo nível de inovação, quando o serviço não será mais a prioridade da empresa.
  • Por último, se o serviço não é um diferencial, mas é essencial à competitividade da empresa, pode ser interessante trabalhar com novos parceiros, por exemplo start-ups, que darão uma real vantagem competitiva à sua empresa. 

Qualquer seja o quadro definido, é importante montar um grupo de trabalho adaptado à transformação digital, que inclua:  

  • Um parceiro tecnológico, que tem o domínio do lado técnico da solução 
  • Um parceiro negócio, que reforçará a integração da solução com os processos da empresa
  • Uma pessoa do time de TI, que entenda das novas tecnologias, e que ajudará as equipes a falar “a mesma língua” 

Esse time cross-funcional deve ter a autonomia suficiente para tomar decisões de forma rápida, indicadores de negócio claros, e alinhados com os objetivos da transformação digital. 

Mudar a abordagem dos projetos

Se a tecnologia é um lado importante da transformação digital, a gestão dos projetos tem que ser realizada com uma abordagem diferente. E mudar essa abordagem é para as equipes uma mudança mais profunda do que a tecnologia, mas o eixo principal da transformação digital. 

Os principais projetos digitais são por natureza incertos. Porque eles utilizam novas tecnologias, as vezes pouco maduras, porque eles oferecem serviço disruptivos, e porque uma Supply Chain digital se deve de ser mais reativa, mais evolutiva, mais orgânica. Nos devemos então nos preparar a gerenciar o incerto, a ver os objetivos do projeto evoluir ao longo da sua implementação, ou até para o fracasso do projeto. Nesse contexto, realizar um piloto é uma ótima maneira de reduzir os riscos, mas também de ter um melhor domínio de uma nova tecnologia, e de entender melhora as reais expectativas dos clientes. 

Novas metodologias foram construídas para gerenciar esse tipo de projeto. Três são cada vez mais frequentemente utilizadas: o desenvolvimento Agile, o Design Thinking e o Lean UX. O uso desses três métodos juntos permite uma gestão de projeto mais flexível, e de colocar o usuário no centro do desenvolvimento da ferramenta. E eles podem ser usados tanto no piloto, quanto de forma mais perene, especialmente para as ferramentas desenvolvidas internamente. 

Por último, a mudança mais complexa para as organizações é a transformação das relações entre TI e Supply Chain, que devem hoje colaborar de forma mais estreita, desde a construção do plano de transformação digital. A Supply Chain não pode mais definir sua solução e solicitar o serviço de TI para a implementação, mas deve co-construir processos e solução técnica. Ambos devem se adaptar, ao longo do projeto, ao retorno de experiência dos usuários. 

Apesar de uma gestão mais flexível nos projetos digitais, precisamos lembrar que essas novas soluções deverão se integrar no ambiente já existente das empresas, e não subestimar os tempos de desenvolvimento de interfaces com os sistemas existentes (geralmente os gargalos nos projetos piloto). 

Conclusão
A transformação digital da Supply Chain é uma mudança na gestão dos projetos, e na relação que a Supply tem com seus usuários, que o digital vem apoiar. Pensar em como utilizar as tecnologias é uma etapa interessante, especialmente para convencer dentro da empresa. Mas o eixo principal da transformação digital é a criação de uma Supply Chain mais orgânica, que seja na sua estrutura, na sua governança ou sua relação com seus usuários.

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