Mesmo com o Fast Fashion, empresas de moda devem investir em Supply Chain e serviços

Por Aurélien Jacomy
By 26 de julho de 2018Artigo Diagma

Mesmo com o Fast Fashion, empresas de moda devem investir em Consultoria em Supply Chain e serviços

 

Por Aurélien Jacomy

By diagma, julho 26, 2018 Artigo Diagma

 

O setor da moda, regido em sua grande maioria pela cadência de duas coleções anuais, tem um modelo de abastecimento próprio e específico. Talvez por isso o conceito de Projeto de Supply Chain ainda não se desenvolveu fortemente neste mercado de quase 200bR$ no Brasil, apesar dos ganhos potenciais que traz uma Supply Chain moderna de distribuição.

 

Fast Fashion freiou o desenvolvimento da Supply Chain na moda 

 

Toda a cadeia de abastecimento está tradicionalmente adaptada ao ritmo das coleções de Primavera / Verão e Outono / Inverno.

 

  • Os produtos estão apresentados em Show Room, onde os clientes ou os lojistas colocam seus pedidos;
  • A produção é realizada na sua maior parte após o Show Room, em “Make to Order”;
  • Os produtos são produzidos ao longo da coleção, de acordo com o planejamento da fábrica e, expedidos para os clientes de acordo com os pedidos do Show Room, em função do ritmo da malha de produção e não do ritmo de venda. É o processo de “alocação”, específico a esse setor.

 

A Supply Chain desafiou esse modelo de abastecimento e, ofereceu às lojas a possibilidade de se reabastecer durante a coleção, com os conceitos de Implantação (fluxo empurrado no lançamento da coleção) e Reassort (abastecimento da loja em função da sua venda). Mas o desenvolvimento do Fast Fashion, com produtos cujo prazo de vida é muito curto, impediu a generalização da mudança na logística da cadeia de abastecimento.

 

É importante, portanto separar os dois modelos de produtividade de operações:

 

  • Modelo tradicional: O objetivo da cadeia de abastecimento é de disponibilizar para o consumidor o produto que ele quer, ao longo da coleção;
  • Modelo Fast Fashion: A cadeia de abastecimento oferece ao consumidor uma única chance de comprar o produto. Ele sempre encontrará novidades na loja, mas não tem certeza de encontrar o produto que ele queria (o que impulsiona a venda).

 

A criação de um projeto de estoque central traz serviços para os lojistas e aumenta as vendas

 

Seria errado pensar que tanto o modelo tradicional quanto o modelo Fast Fashion devem manter uma cadeia de suprimentos 100% em Make to Order. Toda empesa de moda tem modelos básicos (camiseta preta, meias, cuecas, sutiã básico), inclusive empresas de luxury fashion como a Louboutin e seu sapato verniz preto. Para esses produtos, a criação de um estoque com reabastecimento da loja em função da venda permite:

 

  • O aumento das vendas com uma maior disponibilidade para o consumidor final;
  • A redução dos estoques nas lojas com a mutualização dos riscos entre as lojas;
  • A diminuição dos obsoletos, e dos retornos, no final da coleção.

 

Ou seja, a criação de um estoque permite otimizar a cadeia de abastecimento e de melhorar o serviço oferecido ao lojista. Algumas redes brasileiras começaram recentemente essa transformação, como Marisa ou Riachuelo.

 

Ouvimos muito o argumento que, se há uma redução do estoque no final da coleção, o retailer irá se esforçar mais para vender o item que ficou com sobre-estoque. É o argumento de quem tem uma visão de curto prazo dos negócios e, não de relacionamento de longo prazo, com a melhoria do serviço oferecido ao retailer e a otimização da cadeia completa de abastecimento.

 

Sugerimos a todas as empresas de moda pensar na criação de uma política de abastecimento a partir de um estoque, para parte da sua gama de produto. É necessário, porém, criar esse gerenciamento de estoque com cuidado, e refletir sobre os processos que serão impactados pela mudança: iniciar um processo de previsão da demanda, colaborar com as lojas para preparar a redução dos estoques nas lojas (principalmente com franqueados), implantar processos ágeis de colocação de pedidos, trabalhar sobre a mudança de processos de fulfillment e picking no Centro de Distribuição. Mudanças importantes, mas que valem a pena!

 

 

 

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