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maio 2017

Dia dos Namorados é teste para a logística do varejo e oportunidade para consumidor

Por Portal Novidade

O varejo aguarda com ansiedade o Dia dos Namorados, assim como acontece no Natal e Dia das Mães, afinal essas datas são as melhores ocasiões do calendário comemorativo para o lojista.

Campanhas de marketing sazonais são comuns para os grandes varejistas e também para segmentos importantes voltados para o público feminino, como o de cosméticos e moda. No entanto, toda essa expectativa pode ser frustrada se não houver um esforço logístico para garantir o produto certo, em quantidades adequadas à demanda, na gôndola.

De acordo com estimativas de mercado, quase 70% dos varejistas não conseguem prever atrasos de abastecimento e entrega de seus próprios produtos. Problema para as empresas? Pode ser também vantagem para o consumidor que, se estiver atento e dispor de certa flexibilidade de datas, pode aproveitar o pós-feriado com promoções e descontos.

Na opinião de Eduardo Sanches, especialista da Diagma Consultoria em Supply Chain, além da falta de planejamento, uma das principais ameaças para o bom desempenho de vendas sazonais é o risco de ruptura, ou seja, a falta de produto na gôndola do ponto de venda, no momento em que o consumidor ali o procura. “A ruptura é um risco potencializado em épocas como o Dia das Mães e dos Namorados. Cerca de 10% do faturamento das lojas é comprometido com as rupturas”, explica Eduardo.

Em sua avaliação, a cadeia do varejo aumentou tanto em complexidade nos últimos tempos, inclusive com o impacto do e-commerce, que eventuais ganhos em processo não são refletidos na redução da ruptura. “São literalmente centenas de milhares de itens diferentes para serem produzidos, transportados e estocados”, lembra o especialista da Diagma.

O retail, em resposta à evolução do perfil do shopper (comprador), multiplicou os formatos de loja. Regiões onde antes havia apenas um imenso centro de compras (formato hiper) passaram a ter muitas pequenas e médias lojas, eventualmente, uma grande. E cada cluster (combinação de tamanho de loja com região e cliente-alvo) pede um sortimento de produtos distintos.

“Imaginem o que é pilotar toda essa complexidade. Não é de estranhar que, por vezes, algum produto fique esquecido em um elo da cadeia, e falte na prateleira”, afirma o consultor.

Para ele, nenhuma empresa sozinha seria capaz de gerenciar essa operação gigantesca e resolver seus inúmeros problemas. “É preciso levar a aplicação do conceito de Consultoria em Supply Chain Management ainda mais longe, para fazer frente ao desafio da ruptura, principalmente em momentos de grande consumo, como as datas comemorativas”, completa.

Betânia aplica R$ 25 mi em fábrica de Morada Nova

Por Diário do Nordeste

Marca líder na venda de leite longa vida na região Nordeste e há 47 anos atuando no mercado, a Betânia investirá R$ 25 milhões em sua fábrica de laticínios no município cearense de Morada Nova, na região do Jaguaribe. A partir do aporte financeiro, a unidade terá a capacidade de produção de iogurtes duplicada para cinco mil toneladas mensais, sendo necessário contratar mais 60 funcionários.

“Hoje, nós estamos presentes em mais de 20 mil pontos de venda. Para este ano, queremos consolidar a distribuição dos produtos e ampliar nossa presença na gôndola. Seguimos investindo em produção e aperfeiçoamento dos nossos produtos e, ainda nesse primeiro semestre, lançaremos no mercado nossos iogurtes com nova fórmula e embalagens”, afirma o presidente da Betânia, Bruno Girão.

Com cinco plantas industriais nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Sergipe, Girão destaca que a Betânia tem auxiliado no processo de desenvolvimento dessas regiões. De acordo com ele, a empresa mobiliza 3,5 mil fazendeiros em cerca de 300 municípios, com uma produção de 630 mil litros de leite por dia.

Fabricação

“Além disso, contamos com 1.800 funcionários diretos e mais de 20 mil estabelecimentos comerciais envolvidos”, acrescenta, informando que cerca de 60% da produção de leite da empresa vêm de fazendas cearenses. Toda essa estrutura movimenta uma enorme cadeia de serviços.

Diariamente, a Betânia processa 1.700 pedidos e entrega mais de 700 toneladas nos pontos de venda. Da produção nas fazendas, o leite produzido cruza estradas, passa por diferentes processos da indústria para chegar aos supermercados. São 200 veículos entregando e abastecendo as filiais todos os dias, movimentando a economia de diversos municípios nordestinos.

Além das unidades cinco unidades industriais, a Betânia também dispõe de oito centros de distribuição. A linha de produtos da companhia inclui: leites pasteurizados; leites longa vida; bebidas lácteas; iogurtes; queijos; requeijões; doce de leite; leite em pó; creme de leite; e leite condensado. São mais de oitenta produtos e cinco marcas: Betânia, Lebom, Jaguaribe, Cilpe e Latimilk.

Logística compartilhada

A Betânia faz parte do grupo CBL Alimentos, que recentemente montou sistema de logística compartilhada por meio de projeto piloto da Associação ECR Brasil (Resposta Eficiente ao Consumidor) e apoio da consultoria em Supply Chain Diagma. O projeto de mutualização logística com parceiros regionais chega a reduzir em até 30% as tarifas de frete e à metade o tempo para distribuição dos produtos. Ao final de 12 meses do projeto piloto, os parceiros envolvidos chegaram a uma economia de R$ 560 mil.

Superintendente de Planejamento de Vendas e Operações e Logística na CBL, Antonio Rodrigues aponta que os principais desafios do novo sistema ainda são a cultura de pouca confiança entre os parceiros para compartilhamento de dados e a ausência de dados institucionais das próprias empresas, sendo o grande desafio transformar esse projeto piloto em um processo contínuo.

O consumidor virou o centro da logística

Por Aurélien Jacomy para o Portal DCI

Supermercados são espaços democráticos. Foram os primeiros a mudar o papel do consumidor na cadeia de abastecimento com o livre serviço, em que o cliente se serve na prateleira em vez de ser atendido por um vendedor. Agora, com o e-commerce, estão prestes a se reinventarem para sobreviverem em um cenário onde o cliente não é mais destino, e sim um ator que influencia a logística do varejo.

Antes, o consumidor era cliente da cadeia de suprimentos. Nesse sistema, áreas de abastecimento veem as lojas como seus clientes, cabendo a Consultoria em Supply Chain atuar como ponte entre fornecedores e lojas. Todo o contato com o cliente é feito pela loja e vendedores. O ponto de entrada da mercadoria é o centro de distribuição.

O e-commerce mudou as fronteiras. Hoje, a Consultoria em Supply Chain está em contato direto com o cliente e a qualidade das entregas reflete em sua satisfação. A velocidade da entrega, ou a facilidade de retorno, são pontos avaliados como importantes pelos consumidores.

Ainda assim, permanecem em atividade modelos em que o cliente é apenas o destino da mercadoria. Com o “omnicanal”, o cliente entra de fato na cadeia de abastecimento.

Para um supermercado, a pergunta não é mais saber como abastecer a loja, mas entender onde o cliente irá consumir o produto, como irá comprá-lo e, finalmente, qual a melhor forma para que o produto chegue até seu destino?

O e-commerce propôs um serviço diferente da experiência usual de compras. Mas o que observamos é que as duas tendências se desenvolvem em paralelo, diversificando a escolha do cliente. O resultado é que este se envolve cada vez mais nos processos logísticos, ao influenciar e alimentar diferentes formas de consumo: do picking (livre serviço nos lineares), o self check-out (compre online e retire na loja), até o social picking (um cliente separa o pedido de outro cliente, enquanto faz as próprias compras).

O consumidor participa também da gestão dos fluxos. A coleta de informações se multiplica por meio de redes sociais e permite melhorar a previsão da demanda, ou mesmo sugerir um pedido para um determinado cliente. Em resumo, empresas precisam integrar o cliente nos seus projetos de Supply Chains, e considerá-lo ator logístico consciente, além de fonte de informação na tomada de decisão.

sócio-fundador da consultoria Diagma no Brasil

10 Dicas para melhorar o desempenho do seu
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8 Dicas para otimizar a sua necessidade de capital de giro




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10 dicas para aplicar a metodologia
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Apesar de a era digital estar cada vez mais consolidada




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Material Ecommerce




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Previsão de demanda




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Master data management




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Aumento da produtividade operacional




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Implantação do serviço de atendimento ao consumidor




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Warehouse managament system - WMS




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Desenho da rede de distribuição




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Transformar e adaptar a Supply Chain




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Desenho do centro de distribuição




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Terceirização das operações logísticas




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ME B2B Summit - Sustentabilidade em Compras




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